Viciado em Cinema e TV (A Sequela) por Nuno Cargaleiro

Junho 11 2007

 

 

Warren Schmidt (Jack Nicholson): Relatively soon, I will die. Maybe in 20 years, maybe tomorrow, it doesn't matter. Once I am dead and everyone who knew me dies too, it will be as though I never existed. What difference has my life made to anyone. None that I can think of. None at all.

O Alexander Payne tem este talento de tornar as histórias mais simples em histórias cheias de detalhes, complexas e ricas em emoções. Não são as típicas histórias do cinema americano. Este filme, tal como "Sideways" mostra que um happy ending não quer dizer necessariamente um final feliz em todas as dimensões, mas sim a mostra de uma evolução positiva da personagem ou das personagens que demonstram o conceito e problema do filme.

Schmidt é um "velho", e não pensem que digo isto de forma negativa. Ele desde o início do filme que vê os sinais que o tempo passa e ele fica cada vez mais velho e inadaptado: reforma-se, a sua mulher morre (levando-o a começar a calcular qual será o seu tempo médio esperado de vida, considerando que não voltará a casar-se novamente), e a sua filha (que ele cada vez mais se apercebe que não "conhece" realmente) vai casar-se com o maior idiota que (segundo Schmidt) que existe à face da terra... Para além destes sinais mais obvios, existem as pequenas histórias dentro do filme, como os momentos que ele vive na sua viagem aos locais onde "viveu" no passado, que ajudam a reforçar esta situação.

"About Schmidt" para mim, é falar sobre um ser que se vê, do nada, como um ser inadaptado na realidade que vive, e que encara com bastante surpresa para essa situação. Schmidt é um homem à deriva, desesperadamente procurando na sua história uma âncora que sirva de razão de viver...

Um bom filme para ser ver numa noite tranquila, depois de um bom jantar entre amigos, para realmente reflectirmos que a nossa vida nunca será assim, e que aquilo fazemos hoje é aquilo que vamos herdar no futuro...

 

Muito Bom

4 Estrelas

publicado por Nuno Cargaleiro às 17:56

um filme amargo e triste, mas de um humanismo tocante. abraço nuno
luís a 17 de Junho de 2007 às 20:20

mas o engraçado no filme é o equilibrio entre a dimensão mais triste e o lado louco e divertido da família do genro de Schmidt...
Abraço

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