Viciado em Cinema e TV (A Sequela) por Nuno Cargaleiro

Julho 05 2005

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Trailer

Para aqueles que estão bastante desconfiados com o novo remake de "King Kong" aqui vai a resposta: não têm razões para isso...

Duvidam? Então vejam o primeiro trailer que está disponível na net!...


publicado por Nuno Cargaleiro às 13:56

Julho 05 2005

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"It's the sense of touch any real city you walk you brush past people, people bump into you, you know, in L.A. nobody touches you. We're always behind this metal and glass. It's the sense of touch. I think we miss that touch so much, that we crash into each other just so we can feel something."

"You think you know who you are? You have no idea."

Estas duas expressões retiradas do argumento de "Crash" ("Colisão", na sua versão em Português) definem-no de forma exemplar. "Crash" é um filme sobre ódio e amor, reflexão e inconsciência, solidão e companheirismo.

A história do filme retrata dois dias da vida quotidiana de Los Angeles, mostrando situações sucessivas de confronto entre os vários segmentos etnicos que podem-se encontrar lá (brancos, hispânicos, negros, persas, chineses, tailandeses,...) e pertencentes a diferentes classes sociais. É aqui que o filme se distancia dos habituais filmes de "cruzamentos de personagens" (um bom exemplo desses filmes é "Magnólia"), focando a sua discussão principal no racismo e xenofobia. O conceito de choque refere-se à situação de isolamento que nos condenamos, em grandes cidades, de defesa do nosso pequeno mundo, e da inevitável colisão, visto que afinal não estamos sós, quando queremos culpar outros por aquilo que realmente diz respeito a nós. Só aí é que o mundo deixa de estar no nosso "ambiente" para ir para além dele.

Apesar de dotado de um certo sentido de "hollywood happy ending", é um filme que não acusa nenhuma personagem moralmente, mas opta por usar essas personagens, tão facilmente identificáveis em nós, para confrontar o espectador com a realidade de que não há acção sem reacção, não há lados culpados, mas sim acções condenáveis. Quando a personagem de Matt Dilon e diz ao jovem polícia idealista "Pensas que sabes quem tu és? Não fazes a mínima ideia.", na verdade, é o realizador a falar connosco. Nenhum de nós pode condenar qualquer uma das personagens como pessoa, porque provavelmente, em um momento da nossa vida iremos fazer igual ou pior.

Sendo um dos poucos filmes que tratam este assunto desta forma, tornam "Crash" um filme refrescante que por momentos atinge o seu objectivo. Contudo, pessoalmente, encontrei no seu positivismo um sinal enfraquecedor do seu todo, minando a sua discussão amoralista com um desejo de confortar o espectador em vez de o confrontar até às últimas consequências. Por isso, leva uma classificação mais baixa do que eu esperaria dar-lhe.

Filme mais adequado para ver naqueles momentos em que estamos dispostos a enfrentar a realidade em vez de fugir dela... Não é definitivamente um filme de pipocas, nem um filme para ver superficialmente.

3 estrelas
Bom

publicado por Nuno Cargaleiro às 10:33

Julho 05 2005

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John Smith (Brad Pitt): Chicken shit!
Jane Smith (Angelina Jolie): Pussy!


Mr & Mrs Smith é um bom filme de entreternimento. Mas não é um filme de acção, desenganem-se. É uma comédia romântica com acção. Neste filme o trunfo é claramente a dupla Pitt/Jolie (que eu passarei gentilmente a chamar PJ para abreviar...). As cenas mais hilariantes são os momentos, que não são poucos, que os PJ insistem em fazer crer que tudo está bem na sua relação de 5/6 anos... especialmente quando estão diante do um conselheiro de casais.

É um bocado aterrorizante pensar que a personagem de Jolie estava pensada de início para Nicole Kidman... A "rainha do gelo" não iria fazer a mesma abordagem que Angelina, que usa e abusa da sua sensualidade (a cena em que ajeita o cabelo enquanto caí em "queda livre" de um arranha ceús é absolutamente deliciosa, fazendo lembrar qualquer cartoon).

O argumento do filme, contudo é assumidamente básico (mas sem vergonha disso):
- Angelina e Brad são um casal de classe média com uma crise matrimonial;
- Angeline e Brad ocultam aspectos da sua vida uma ao outro;
- Eles são assassinos contratados, de agências diferentes;
- Num projecto que se esperava fácil, algo corre mal. Brad e Angelina estão lá a representar as suas agências;
- Angelina e Brad entram em situação de confronto;
- Angelina e Brad têm 48 horas para se matar senão ambos serão os alvos de todos os operacionais das suas agências.

Filme engraçado, permitindo um tempo bem passado, mas que não tem o estofo necessário para ficar na nossa memória. Bom filme para ver com pessoal amigo, ou então com a vossa cara metade (mas aí tenham muita cautela... nunca se sabe!...)

3 estrelas
Bom
publicado por Nuno Cargaleiro às 07:41

Julho 05 2005

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Warren Schmidt (Jack Nicholson): Relatively soon, I will die. Maybe in 20 years, maybe tomorrow, it doesn't matter. Once I am dead and everyone who knew me dies too, it will be as though I never existed. What difference has my life made to anyone. None that I can think of. None at all.


O Alexander Payne tem este talento de tornar as histórias mais simples em histórias cheias de detalhes, complexas e ricas em emoções. Não são as típicas histórias do cinema americano. Este filme, tal como "Sideways" mostra que um happy ending não quer dizer necessariamente um final feliz em todas as dimensões, mas sim a mostra de uma evolução positiva da personagem ou das personagens que demonstram o conceito e problema do filme.

Schmidt é um "velho", e não pensem que digo isto de forma negativa. Ele desde o início do filme que vê os sinais que o tempo passa e ele fica cada vez mais velho e inadaptado: reforma-se, a sua mulher morre (levando-o a começar a calcular qual será o seu tempo médio esperado de vida, considerando que não voltará a casar-se novamente), e a sua filha (que ele cada vez mais se apercebe que não "conhece" realmente) vai casar-se com o maior idiota que (segundo Schmidt) que existe à face da terra... Para além destes sinais mais obvios, existem as pequenas histórias dentro do filme, como os momentos que ele vive na sua viagem aos locais onde "viveu" no passado, que ajudam a reforçar esta situação.

"About Schmidt" para mim, é falar sobre um ser que se vê, do nada, como um ser inadaptado na realidade que vive, e que encara com bastante surpresa para essa situação. Schmidt é um homem à deriva, desesperadamente procurando na sua história uma âncora que sirva de razão de viver...

Um bom filme para ser ver numa noite tranquila, depois de um bom jantar entre amigos, para realmente reflectirmos que a nossa vida nunca será assim, e que aquilo fazemos hoje é aquilo que vamos herdar no futuro...

4 estrelas
Muito Bom

publicado por Nuno Cargaleiro às 05:04

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