Viciado em Cinema e TV (A Sequela) por Nuno Cargaleiro

Junho 04 2007

 

 

Captain Vallenueva : Shoot him !

Captain Jocard : Cut out his tongue !

Jack Sparrow : Shoot him , cut out his tongue and shoot his tongue ... and maybe trim that straggly beard of his .

 

 

Antes de comentar qualquer aspecto deste filme, tenho que admitir: não vi o primeiro, somente este e o segundo. Para além disso, fiquei algo desapontado com o anterior, mantendo a minha apreciação em modo de "stand by ", a fim de dar ainda uma hipótese a este projecto de grande sucesso e audiências!...

 

"Piratas das Caraíbas: Nos Confins do Mundo" é melhor do que o seu antecessor. Talvez pelo sentido de conclusão que faltou neste, mas também pelo dinamismo distribuído pelas suas personagens, privilegiando algumas secundárias em detrimento dos principais. Para além disso, é um óptimo filme de aventuras, com os efeitos especiais a servirem o filme, em vez de "serem" o filme (erro cometido por muitos nos dias que correm). O pior ponto será a sua duração. Este projecto assume o risco: de forma a concluir com detalhe os seus enredos, não sacrificando as cenas de acção (que são o grande chamariz), acaba por ter uma duração de quase três horas. Esta decisão faz com que aqueles que não gostem de ficar tanto tempo sentados, aguardem pela saída no circuito de videoclube. Porém, ainda bem que o decidiram. A história desenvolve-se fluentemente, e apesar de no final sentirmos que de facto já estamos há muito tempo na sala, não nos fartamos a nenhum momento.

 

Nesta sequela, o título original Pirates of the Caribbean: At World's End " simboliza quer a busca por Jack Sparrow , pirata anti-herói com toque efeminados a cargo de Johnny Depp , quer o conflito armado em movimento para a extinção dos piratas. Neste filme, temos ainda uma entidade poderosa com riscos de ser libertada, uma comunidade de piratas (cada um pior do que o outro), o regresso do pirata Barbossa (Geoffrey Rush irrepreensível ), a conclusão das histórias de amor (quer entre Davey Jones e a sua amada, quer entre o par Will "sou tão mau" Turner, e Elizabeth "mulher independente" Swann)...

 

A primeira linha que tenho a referir sobre o enredo: finalmente me livro de Orlando Bloom e Keira Knightley!... Se eles entrarem num quarto capítulo, só se for há conta de muito voodoo!... A verdade é que eu nunca gostei muito deste casal, nem nunca achei o seu enredo de história de amor muito credível!... Talvez seja porque eu não vi o primeiro filme, talvez seja o Jack Sparrow a roubar a cena, ou então seja então dos actores!...

 

No resto do enredo, os argumentistas e realizador aprenderam com os erros do segundo, e apostam mais no ambiente, do que no espectáculo de efeitos especiais (o monstro Kraken, ainda não começou o filme, e já foi ver os anjinhos...). Num universo de piratas não esperem finais felizes, mas passagens para "outros mares", daí, preparem-se psicologicamente, caso ainda não viram o filme.

 

Por outro lado, parece-me que Jack Sparrow vai continuar a ter as suas aventuras, e se prestarem bastante atenção percebe-se já a preparação para um conjunto de histórias. Se a realização continuar nas mãos de Gore Verbinski, e priviligiando o projecto do que a sua rentabilidade, então ainda existem muito espaço para as aventuras de Jack Sparrow e a sua tripulação nos sete mares.

 

 

Muito Bom

4 estrelas

publicado por Nuno Cargaleiro às 18:48
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